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– Meus loiros cabelos em ondas se anelam,
– O oiro mais puro não tem seu fulgor;
– As brisas nos bosques de os ver se enamoram.
– De os ver tão formosos como um beija-flor!
Mas eles respondem: “Teus longos cabelos,
“São loiros, são belos,
“Mas são anelados; tu és Marabá:
“Quero antes cabelos, bem lisos, corridos,
“Cabelos compridos.
“Não cor d’oiro fino, nem cor d’anajá.”
E as doces palavras que eu tinha cá dentro
A quem nas direi?
O ramo d’acácia na fronte de um homem
Jamais cingirei:
Jamais um guerreiro da minha arazóia
Me despenderá:
Eu vivo sozinha, chorando mesquinha,
Que sou Marabá.
– O oiro mais puro não tem seu fulgor;
– As brisas nos bosques de os ver se enamoram.
– De os ver tão formosos como um beija-flor!
Mas eles respondem: “Teus longos cabelos,
“São loiros, são belos,
“Mas são anelados; tu és Marabá:
“Quero antes cabelos, bem lisos, corridos,
“Cabelos compridos.
“Não cor d’oiro fino, nem cor d’anajá.”
E as doces palavras que eu tinha cá dentro
A quem nas direi?
O ramo d’acácia na fronte de um homem
Jamais cingirei:
Jamais um guerreiro da minha arazóia
Me despenderá:
Eu vivo sozinha, chorando mesquinha,
Que sou Marabá.
Gonçalves Dias.
A etimologia da palavra “Marabá” é de um termo indígena; significa filho do prisioneiro, do estrangeiro, ou, ainda, fruto da índia com o branco.
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ouvi esse poema pela primeira vez ano passado, se não me engano, e desde então vinha procurando-o. achei, como há de se notar :) hihi. a fins educativos, nada melhor do que uma figura:
pena que estes não "se anelam em ondas..."

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